(Livro-Venda 1)

 
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(Distimia-Blog)

 
Blog dedicado ao livro "De Bem Com O Mal Do Humor", de Lenise M. Resende, romance sobre a distimia, lançado pela Caligo Editora.

O blog contém poemas e textos de autoria de Lenise M. Resende, como comentários sobre o conteúdo do livro, noticias, crônicas sobre acontecimentos do dia a dia que são comuns aos portadores de transtornos emocionais, e reflexões sobre aspectos particulares dessas doenças, em especial a depressão e a distimia.
 
Conheça, acompanhe e indique aos amigos!

(Saindo do divã)

 
Saindo do divã
- © Lenise M. Resende -
 
Existem tantas expressões iniciadas com o verbo sair que, antes de mencionar algumas delas, precisei buscar ajuda nos dicionários (Aulete e Michaelis) para organizá-las melhor

. Sair às avessas é a expressão usada para descrever uma situação em que alguém se frustrou ou fracassou.

. Sair de si é a expressão usada para descrever uma pessoa que se irritou, e perdeu o autocontrole diante de uma situação desagradável.

. Sair de fininho, ou sair à francesa, é a expressão que descreve a maneira discreta usada por alguém que tentou sair de um local sem ser notado, ou sem se despedir. Expressa também a forma usada por alguém que discretamente evitou se envolver em algum conflito ou situação difícil.

. Sair da concha é a expressão usada para descrever uma pessoa que colocou de lado a sua habitual modéstia e acanhamento.

. Sair do armário é a expressão que descreve o anúncio público feito por alguém que decidiu revelar, à família e aos amigos, a sua orientação sexual.

. Sair do fundo do poço é a expressão usada para descrever a recuperação de alguém que esteve muito desanimado, abatido ou deprimido. Chegar ao fundo do poço, em sentido figurado, é o mesmo que chegar ao ponto mais difícil de uma situação.

. Sair do divã é a expressão que descreve o anúncio público feito por alguém que decidiu contar, à família e aos amigos, que tem um transtorno psiquiátrico. É tornar público um assunto que era falado apenas no divã, isto é, na sessão de psicanálise ou no consultório do psiquiatra.

Quando menos se espera, alguém sai com uma declaração inesperada, imprevisível, e nos surpreende. Em geral são artistas famosos que tomam essa atitude de sair do armário ou do divã.
 
No seu livro intitulado O Demônio do Meio-dia: Uma Anatomia da Depressão, o escritor Andrew Solomon escreveu: "Num livro que tem como um dos principais objetivos remover o estigma da doença mental, é importante não reforçar esse estigma escondendo a identidade de pessoas deprimidas. No entanto, incluí as histórias de sete pessoas que desejaram ser mencionadas por pseudônimos, e que me convenceram de que tinham um motivo importante para tal."

Foi muito sensata essa atitude do Andrew Solomon. Assim como muitas pessoas já se identificam como deprimidas ou distímicas, existe um número ainda maior de pessoas que evitam revelar que sofrem de algum transtorno mental.

No Facebook, por exemplo, existem muitos grupos fechados onde se oferece apoio, informações e oportunidade para desabafar aos portadores de transtornos psiquiátricos. Mesmo assim, só uma pequena parcela de membros se manifesta, seja por medo de que algum conhecido esteja no grupo ou qualquer outro tipo de receio. Mas para aqueles que não estão conseguindo verbalizar seus sentimentos faz bem ler o que os outros escrevem.

Graças as campanhas efetuadas pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a existência de preconceito contra os portadores de transtornos e deficiências mentais já começa a ser discutida nas redes sociais. E, mesmo que esse debate demore mais um pouco para chegar às famílias, esse dia há de chegar.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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Fonte: Distimia - De Bem Com O Mal Do Humor

(Observar sem julgar)


Observar sem emitir julgamento
- © Lenise M. Resende -

Tenho ouvido e lido a opinião de diversas pessoas, sobre a prática do não julgamento dos outros e de si mesmo. Recentemente, soube que dois princípios do Reiki, método de cura que se utiliza do toque das mãos, são: Somente por este momento, não te julgues. Somente por este momento, não julgues o outro.

Minha preocupação com esse assunto, também é recente. Antes, por não gostar de ouvir ou fazer fofoca, tinha a impressão de não estar julgando as outras pessoas. Quando alguém contava uma fofoca, fazia ouvido de mercador, e não prestava atenção ao que estava sendo dito. Hoje, interrompo a pessoa logo que ela começa a falar, e peço que não continue. Percebi que, mesmo que não estivesse prestando atenção, seria um ouvinte passivo - algo tão prejudicial quanto ser um fumante passivo.

A atitude de não querer escutar, ou não expor verbalmente o que pensamos sobre outra pessoa, não significa não ter uma opinião formada. Formar conceito, juízo, opinião sobre alguém ou alguma coisa não torna obrigatório lavrar, emitir ou pronunciar uma sentença sobre ela.

A prática do "não julgamento" significa, na verdade, acostumar-se a não emitir julgamento. Assim como "observar sem julgar" significa, na verdade, observar e guardar sua opinião para uso próprio. Observar é olhar com atenção. Para observar uma pessoa é preciso estar atento, interessado, e ouvir de fato o que ela diz, ou ler o que ela escreve. Observar que certa pessoa costuma repetir um comportamento, pode determinar a maneira como vamos nos relacionar com ela. Desatenção não é apenas deixar de prestar atenção em algo ou alguém, mas uma indelicadeza e uma falta de cuidado com nosso bem estar.

Existe uma grande diferença entre o pensar e o falar. Em geral, quando emitimos uma opinião usamos palavras que funcionam como rótulos: fulano é teimoso, é preguiçoso, é isto, é aquilo. O tempo passa, o fulano se esforça para melhorar da teimosia ou da preguiça, mas aquele "é" colocado antes do adjetivo nos impede de perceber a mudança. Erro nosso, pois ele só estava numa fase de teimosia ou de preguiça.

Recebi, há alguns anos, um e-mail com uma sugestão de como não responder provocações. Como serve perfeitamente para quem deseja resistir a vontade de emitir julgamento, vou reproduzi-la aqui: "Pegue um copo de água, beba um pouco e conserve o resto na boca. Não a ponha fora, nem a engula. Enquanto reflete sobre o que vai falar, deixe a água banhando a língua."

Uma das expressões mais repetidas atualmente é: "Deus nos deu somente uma boca e duas orelhas, isto é, dois órgãos para ouvir e somente um para falar". Mas, pensando bem, Deus nos deu dois olhos, duas orelhas e somente uma boca, isto é, dois órgãos para olhar, dois para ouvir e somente um para falar. Por essa razão, deveríamos observar mais e divulgar menos nossa opinião sobre outras pessoas!

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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(Atitude sem pressa)


Atitude sem pressa
- © Lenise M. Resende -
 
Existem alguns assuntos sobre os quais tenho opinião, mas guardo pra mim. Existem pessoas que se comportam de modo que discordo, mas não critico. Não costumo, também, fazer comentários sobre a pressa ou pessoas apressadas.

Após receber um texto enviado por um amigo, no entanto, comecei a pensar em escrever sobre o assunto. Na verdade, o texto que recebi é tão interessante, que merecia ser divulgado na íntegra. Mas, por que me apressar, divulgando um texto do qual ainda não conheço o autor?

O texto faz comentários sobre o Slow Europe, movimento que baseia-se no "questionamento da pressa e da loucura gerada pela globalização, pelo apelo à quantidade do ter em contraposição à qualidade de vida ou à qualidade do ser". Esse movimento foi inspirado no Slow Food (comer e beber devagar, saboreando os alimentos, curtindo seu preparo, no convívio com a família e amigos).

Um dos melhores trechos do texto diz: "essa 'atitude sem pressa' não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais qualidade e produtividade com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos stress. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do local - presente e concreto - em contraposição ao global - indefinido e anônimo."

A internet nos sugere rapidez, e seus serviços usam nomes como Velox e Speed (velocidade). Mas seria a internet sempre rápida? Ela pode ser rápida, se todos os serviços que o usuário utiliza forem rápidos.
 
Hoje, recebi um pedido do Spam Uol, para confirmar mensagens que enviei há três dias. E se fosse urgente? Só não podemos negar que os vírus, os boatos e as más notícias, são velozes. A solidariedade, o carinho e a amizade, também, se o usuário usar boas sementes e cuidar do que anda plantando, sem esquecer de um bom antivírus.
 
Tantas coisas acontecem em tão pouco tempo na internet que, muitas vezes, perco a noção do tempo. Preciso pensar muito, para lembrar que uso esse meio de comunicação somente há dez anos. Parece que mais tempo se passou. Velozmente, pessoas surgiram e desapareceram, amizades começaram e terminaram, sites foram criados e fechados, informações foram achadas e perdidas, e mensagens guardadas foram deletadas.
 
Se, hoje, eu indagar por X, aquela escritora que foi muito divulgada em 2001, alguém lembraria dela? Não sei. Só posso dizer que eu não a esqueço. Quando a conheci, no ano 2000, estava começando a divulgar meus trabalhos. Com o tempo, percebi uma "coincidência" - quando eu era publicada num site, logo após a minha divulgação, ela também era publicada naquele espaço. A maior diferença entre nós é que, quando cediam espaço para dez poemas, eu enviava só oito. E deixava espaço para um futuro envio. Ela enviava os dez de uma vez só.
 
Mas, com o passar do tempo, meu ritmo de publicação deve ter ficado lento para a pressa dela, e ela descolou de mim. Enquanto eu escrevia dez textos diferentes, ela publicava um mesmo texto em dez lugares. Alguns meses depois, no auge do sucesso virtual, ela enviou uma mensagem aos amigos, pedindo que parassem de lhe escrever por algum tempo. Citou os motivos, que não vou reproduzir, e sumiu da internet.
 
Na mesma época, uma amiga criou um site e um grupo de discussão literária. A base desse trabalho era a divulgação de novos escritores, feita através de frequentes atualizações. Em pouco tempo, ela estava estressadíssima, passando a maior do dia no computador. Sabendo que eu era owner (proprietária) de um grupo no Yahoo, ela indagou-me a respeito. Respondi que criei o meu site e o grupo, baseados na minha realidade. Algumas vezes, posso ficar muitas horas seguidas no computador. Mas, fazer isso diariamente, não é possível. Além disso, preciso ter tempo para criar o meu próprio trabalho.
 
Por que prometer o impossível, então? Por que a pressa em divulgar e atualizar? Será que as pessoas que recebem atualizações frequentes tem tempo de acompanhá-las? Eu não tenho, por isso, prefiro deixar uma atualização em destaque por muito tempo.
 
Sou rápida ao pensar, mas felizmente aprendi a refrear o impulso de agir rápido. E já me poupei muitos aborrecimentos. A rapidez que a internet sugere me deixa cautelosa. E a cautela me deixa lenta... ou melhor, sem pressa.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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TEXTO RELACIONADO

(Coisas pelas quais sou grata)

 
Lista (em construção)
de coisas pelas quais sou grata:
- © Lenise M. Resende -

- Sou grata...
. aos que leem o que escrevo. E, mais ainda, aos que comentam.
. aos que editam, aos que compram, e aos que divulgam meus livros.
. aos que veem as imagens que crio, e as coisas que invento. E, mais ainda, aos que comentam.
. aos que me estimulam a escrever, a desenhar, a pintar, a ser criativa...
. aos que, com seu exemplo, me ensinam a escrever, a desenhar, a pintar melhor.
. aos que, com seu exemplo, me estimulam a aprender sempre.

- Sou grata...
. aos que, com seu exemplo, me estimulam a melhorar sempre.
. aos que reconhecem meu esforço em mudar para melhor.
. aos que são bem-humorados, gentis, pacientes, educados, ... E sou grata aos que me ajudam a ser...
. aos que são sinceros, mesmo que suas palavras sejam, algumas vezes, difíceis de serem ouvidas.
. aos que me estimulam a ser sincera, mesmo que minhas palavras sejam, algumas vezes, difíceis de serem ouvidas.
. aos que respeitam todos os direitos possíveis e imagináveis que eu possa ter.

- Sou grata...
. aos que me ouvem.
. aos que me fazem sorrir, rir, gargalhar ...
. aos que sorriem ao me ouvir contar coisas sérias de forma teatral, para aliviar a seriedade.
. aos que me surpreendem positivamente. Na hora, a surpresa pode me desarmar, mas, depois, sou capaz de rir muito da minha reação.
. aos que me deixam ficar silenciosa, quando demonstro ser esse o meu desejo.
. aos que me deixam chorar, quando demonstro ser esse o meu desejo.

- Sou grata...
. aos que me estimulam a querer viver mais.
. aos que me estimulam a gostar de viver.
. aos que me ensinam a viver.
. aos que me estimulam a cuidar da saúde, e me ajudam a fazer isso.
. aos que me estimulam a comer de forma saudável, e me ajudam a fazer isso.
. aos que me estimulam a cuidar mais da aparência física, e me ajudam a fazer isso.

- Sou grata...
. aos que me dedicam um pouco de seu tempo.
. aos que me dedicam carinho, amor, amizade, admiração, gratidão ou qualquer outro sentimento positivo.
. aos que permitem que eu lhes dedique carinho, amor, amizade, admiração, gratidão ou qualquer outro sentimento positivo.
. aos que permitem que eu discorde de suas ideias, e me ouvem quando exponho as minhas.
. aos que me estimulam a falar sobre assuntos diversos. Sem estímulo, me acomodo no papel de ouvinte, mesmo que seja só para ouvir o silêncio.
. aos que me estimulam a indagar. Sem estímulo, fico receosa de ser incômoda ou invasiva.
. aos que me estimulam a telefonar. Sem estímulo, fico receosa de ser incômoda.
. aos que deixam recado na secretária eletrônica quando não atendo o telefone.
. aos que estimulam minha curiosidade. Gosto de aprender coisas novas, sejam assuntos, palavras, ideias.
 
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TEXTOS RELACIONADOS

(Gentileza)


 Um artigo da revista Bons Fluídos (março 2005) que fala sobre gentileza chamou minha atenção. Copiei, então, um trechinho que diz:

"Só passarei por este mundo uma vez. Assim, todas as boas ações que eu puder praticar e todas as gentilezas que eu puder dispensar a qualquer ser humano, devo aproveitar este momento para fazê-lo. Não devo adiá-las nem me esquecer delas, pois não voltarei por este caminho."

E, não satisfeita em copiar, arrisquei-me a reescrevê-lo:

"Só passarei por este momento uma vez. Assim, devo aproveitá-lo para praticar todas as boas ações possíveis e todas as gentilezas que eu puder dispensar a qualquer ser humano. Não devo adiá-las nem me esquecer delas, pois mesmo que volte a este caminho, será em outro momento." (Lenise M. Resende, março de 2009)

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TEXTO RELACIONADO
 

(Melhores coisas da vida)


As melhores coisas da vida
- © Lenise M. Resende -

Quem diria que eu, que durante muitos anos fui a rainha da insônia, viesse um dia a ser uma dorminhoca. E, ainda por cima, que considerasse que dormir é uma das melhores coisas da vida. Pois é, o tempo passa, a gente muda, e eu mudei para melhor. Na verdade, foi preciso lutar muito para que essa mudança acontecesse. Só que uma dorminhoca com sintomas de gripe sente ainda mais sono. E isso complica tudo.

Estou numa ótima fase, cheia de ideias para novos textos, e cheia de gás para fazer revisões. Mas os sintomas da gripe – dor de garganta, olhos lacrimejantes e cabeça pesada – atrapalham bastante. Se tomar um antigripal o sono vai me derrubar. Qualquer antigripal me dá sono, mesmo os que dizem que não tem esse efeito. Então, passo boa parte do dia adiando essa ação. Quando não aguento mais me sentir mal, tomo o remédio, aproveito por algum tempo a sensação de alívio dos sintomas, e me rendo ao sono.

Já disse que considero que dormir é uma das melhores coisas da vida. Mas, ainda não disse, que acho que escrever também é uma das melhores coisas da vida. Quando consigo transformar uma ideia em um texto, a alegria que sinto é indescritível. Quanto maior for o número de ideias que povoam minha cabeça, maior será o tempo que vou passar escrevendo.

A briga entre o que o corpo pede e o que a vontade deseja tem sido grande. Ainda mais que a temperatura mais baixa da última semana, provocada por uma frente fria, é um incentivo ao descanso. Mas até que tenho resistido bem a tentação de aproveitar esses dias de frio dormindo debaixo de um edredom.
 
A solução para o impasse, foi ressuscitar o velho caderno de rascunhos que, há alguns anos, estava esquecido num armário. Colocado ao lado da cama, junto com um lápis, ele permite que eu guarde as ideias que receio perder se dormir. Em geral, quando já estou deitada e surge alguma ideia que merece ser anotada, prefiro levantar e ligar o computador. Só que ultimamente nem sempre é possível agir dessa maneira.
 
Até que foi bom reler os antigos rascunhos. Já tenho até um novo caderno, para onde vou transferir alguns esboços de poemas. Percebi que é mais fácil decidir entre várias versões de um poema quando estão lado a lado no papel. Mas os textos em prosa vou continuar escrevendo direto no computador. Quando coloco um texto muito longo no papel, fico sempre adiando sua conversão para o formato digital.
 
E, por falar em adiar, entre a frase anterior e essa aqui, um mês se passou. O que pensei que fosse uma gripe era alergia a poeira. Uma obra estava sendo feita na fachada do meu edifício e, mesmo com a janela fechada o dia inteiro, a poeira conseguia se fazer presente.

Adiar o final do texto me deu muito tempo para pensar, e tomei uma decisão: se um dia eu resolver fazer uma lista com as melhores coisas da vida, a saúde estará entre as primeiras. Sem ela muitas outras coisas perdem a graça, o gosto, ou deixam de existir.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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TEXTO RELACIONADO  

(Serenidade, coragem e sabedoria)


Serenidade, coragem e sabedoria
- © Lenise M. Resende -
 
Gosto muito da oração, atribuída ao teólogo Reinhold Niebuhr, que é lida nos grupos de ajuda mútua, inspirados no Programa de 12 passos de Alcoólicos Anônimos: "Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir uma das outras."
 
Talvez a melhor definição de serenidade que já encontrei seja: "A capacidade de viver em paz com os problemas não resolvidos". Quanto a sabedoria, também gostei da frase que a astróloga Cláudia Lisboa escreveu num horóscopo: “A sabedoria consiste em aceitar aquilo que não se pode modificar e concentrar forças onde possa atuar. É tempo de compreender que as dificuldades transformam experiência em maturidade."
 
Colocadas juntas, a oração e a frase se completam: "Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir uma das outras." "A sabedoria consiste em aceitar aquilo que não se pode modificar e concentrar forças onde possa atuar. É tempo de compreender que as dificuldades transformam experiência em maturidade."
 
E, ao se completarem, sugerem uma pequena oração, resumindo um pedido que pode ser feito nos aflitivos momentos de mudança: "Concedei-nos, Senhor, serenidade, coragem e sabedoria!"

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento) 
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TEXTO RELACIONADO

(Ventos de mudança)

 
Ventos de mudança
- © Lenise M. Resende -
 
Érico Veríssimo escreveu: "Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento". E essa citação dele me fez pensar nas mudanças que venho realizando. Esse ano (2012) não vou renovar os domínios dos meus sites: Lendo e Relendo, criado em novembro de 2000, e Lendo e Relendo Gabi, criado em julho de 2001. E já desativei os grupos de mensagens que fiz para cada um dos sites, no mesmo ano em que eles foram criados.
 
Depois de onze anos como proprietária de dois sites e dois grupos, sinto-me repleta de lembranças que, na sua grande maioria, foram muito boas. Mesmo assim, se por algum motivo voltasse no tempo e lembrasse desses onze anos, mudaria algumas coisas. E a primeira coisa que mudaria seria o nome dos sites e dos grupos.
 
Escolhi o nome Lendo e Relendo por causa das iniciais do meu nome - LR. Foi um erro. Já que não sou uma empresa e sim uma escritora, poderia ter divulgado mais o meu nome.
 
Escolhi o nome Lendo e Relendo Gabi para o site infantil, por ser uma homenagem para minha neta Gabriele, a Gabi. Foi outro erro, já que muitas pessoas continuavam me chamando de Gabi, mesmo sendo constantemente lembradas que esse era o nome da personagem que criei, inspirada na minha neta. Era o mesmo que chamar o Maurício de Souza de Mônica, ou o Ziraldo de Menino Maluquinho, mas algumas pessoas não compreendiam essa diferença entre criador e criatura.
 
Para substituir os dois sites, criei em 2010 o blog Lendo e Relendo Lenise Resende e o blog Lendo e Relendo Gabi. O primeiro agora se chama Lendo e Relendo Lenise M. Resende, porque mudei minha assinatura. Mas isso é outra história. E o segundo blog agora se chama Lendo e Relendo Infantil. Mesmo que a personagem continue existindo, foi necessário retirar seu nome do título do blog.
 
Apesar de ter divulgado o endereço dos blogs antes de desativar os grupos de mensagens, sinto que o pessoal ainda está meio perdido. Para quem estava no grupo de mensagens infantil, que recebia as atividades prontinhas por e-mail, será mais difícil adaptar-se às mudanças. Nem tudo poderá ser colocado no blog, e o que for colocado precisará ser copiado.
 
Tudo muda com muita rapidez na internet. Em onze anos, os meus sites passaram por muitas atualizações. Porém, em algumas coisas, os sites se parecem com as casas. Depois de passar por muitas atualizações (reformas), pode ser melhor colocar tudo abaixo, e começar do zero novamente. É o que estou fazendo.
 
Os sites atuais tem um modelo muito parecido com os novos blogs. E, antes desse atual modelo de blog fazer sucesso, outros modelos tiveram seus cinco minutos de fama. Claro que tinham outros nomes e menos recursos, mas dos que testei alguns eram muito bons. Só que o fato de ser considerado bom, não faz um serviço oferecido na internet ter continuidade. Quando o usuário menos espera, recebe um aviso que aquele serviço vai acabar ou vai ser substituído.
 
A internet parece ter sido criada para nos dar uma lição sobre o desapego. E, como toda lição, só aprende quem quer, ou quem está atento. Não adianta reclamar quando um site desaparece, um serviço é desativado, uma atualização nos aborrece, ou quando os conhecidos migram para um novo site de relacionamentos que não nos interessa. Não adianta reclamar quando precisamos aprender a lidar com novas ferramentas para continuar fazendo as coisas que mais gostamos.
 
Construir barreiras não vai impedir que as mudanças aconteçam, seja na internet ou fora dela. Então, quando a brisa da insatisfação começar a soprar, é melhor começar a construir moinhos de vento. Assim, quando os ventos de mudança soprarem, teremos bastante energia para criar algo novo.

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Nota - Crônica filosófica (reflexão a partir de um fato ou evento)
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TEXTO RELACIONADO